quinta-feira, 14 de abril de 2016

A ajuda que se pede a Deus nos momentos de aflição






Como se deve interpretar o fato de uma pessoa, no paroxismo do desespero, por exemplo, invocar a Deus e receber, em seguida, o auxílio divino que acalma sua agitação e lhe permite resistir com maior serenidade e inteireza ao momento crucial que esteja vivendo? Recebe ela de verdade essa ajuda? Seria apenas uma consequência do in­fluxo divino da religião que professa? E, se for assim, como se explica que o mesmo bem seja alcançado com igual prodigalidade pelos que não professam religião alguma? É este um mistério no qual eu gosta­ria de penetrar.
 É comum observar que ninguém ou muito poucos se recordam de terem um espírito que anima a vida, o qual permanece quase estático enquanto o ser físico age movido somente pelas necessidades de ordem rotineira que a vida corrente lhe apresenta, sendo muito raras as vezes em que esse espírito tem oportunidade de comovê-lo com outros objetivos. E é precisamente nesses momentos de aflição que atormentam o ser, que aparece delineando-se uma das formas mais atraentes e sugestivas do espírito, pois este se manifesta na própria sensibilidade, respondendo ao clamor da angústia. Esse simples fato reconforta e suaviza as durezas do transe amargo, permitindo recobrar a serenidade e, depois, a calma perdidas.
Não se deve, pois, atribuir isso a nenhum milagre, nem se enganar com a crença de que se teve algum auxílio particular, oriundo da Divina Providência. Nada irrisória seria a tarefa do Criador se, pela mera invocação de cada uma das criaturas humanas, devesse Ele atender a suas demandas de auxílio. Diferentemente disso, devemos pensar que no próprio espírito do ser é onde existem recursos aos quais sem saber se apela, ao se dirigir a Deus nos momentos mais álgidos da vida.
 Acho inteiramente lógico o que o senhor acaba de manifestar; vejo ago­ra que a criatura humana não é tão desvalida como se acredita, já que, até mesmo nos transes mais difíceis de sua vida, ela encontra a seu alcance o recurso salvador.
 É mesmo assim; e se você compreende bem isso, verá então como provém de Deus, sem dúvida alguma, a grande ajuda recebida em tais circunstâncias. Mas é ali, precisamente, que reside o mistério: no fato de fazer chegar até nós esse auxílio por via indireta, ou seja, por intermédio de nosso próprio espírito, que é quem fortalece nosso ânimo, fazendo-nos experimentar não só a realidade de sua existência, mas também o rigor de sua censura, ao compreendermos que não devemos tê-lo em tão pouca conta, quando já se viu a importância que ele assume toda vez que procuramos nos elevar na busca de um consolo para nossa aflição, ou de uma luz que ilumine a vida ensombrecida pelo sofrimento.
Seria um erro pensar que, na emergência citada, Deus teria intervindo pessoalmente, e absurda é também a pretensão de crer que foi uma intervenção em particular, ao se sentir o alívio almejado. Fica bem claramente mostrado que existe no Grande Ser uma onisciência que abarca todos os âmbitos de sua Criação, achando-se o espírito, portanto, consubstancia­do com essa força universal que obedece às leis cria­das pela Inteligência Suprema. Um episódio da natureza do exposto não tem, pois, a menor repercussão cós­mica, como não teriam para nós repercussão de transcendência alguma os gritos de um pintinho que, fugindo de um perigo, se salvasse inesperadamente.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Chegar a Deus pela Logosofia

Todos os que concebem um deus qualquer, concebem-no como sendo uma "fonte", da qual se consideram, espiritualmente, "ligados" e "dependentes". A proposta logosófica é simples: "Seja você o seu próprio deus! Não tenha outro deus a não ser o seu próprio "eu", aperfeiçoado"
Poderia existir grandes qualidades na ciência logosofia, se ela se soubesse se ater ao seu real poder objetivo enquanto ciência: "Ajudar os seres humanos, por meio de um processo de evolução consciente que conduz ao conhecimento de si mesmo, a atingir compreensão sobre os seus ESTADOS MENTAIS".  Só isso já seria de grande ajuda, por exemplo, para muitas pessoas que sofrem de distúrbios psíquicos e outros problemas, como por exemplo a doença da drogadicção. Eu juro que, eu mesmo abraçaria a causa logosófica, se ela se mantivesse ao nível do poder terapêutico sócio-comportamental humano, das suas ideias.  Todavia, ao querer ensejar levar o homem ao "conhecimento de Deus", ela consegue ser ainda mais fracassada do que o próprio gnosticismo antigo. Nisto, ela é profícua, apenas, em buscar manter o ser humano, exatamente no mesmo estado, que o mau, ao enganá-lo e faze-lo cair, o lançou há muitos milhares de anos atrás, dizendo: "Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal." Ge 3:5
Assim, por buscar destruir o conhecimento de Deus, a logosofia torna-se, tão somente, a "última moda", proveniente da "fonte" do mau, no milenar processo vem se desenrolando historicamente, de desafio a soberania do verdadeiro Deus, perpetrado desde o princípio, pela "fonte" do próprio mau.
Para o cristão, felizmente, a relação com seu Deus leva a uma especial dependência e obediência a Ele. Denota o reconhecimento da soberania universal desse Deus, bem como a expressão de fé no seu plano dEle nos resgatar da nossa situação de queda e degradação.  Já, enquanto proponente de um "estilo" de relação com Deus, o que a logosofia oferece é uma "feliz permanência" da humanidade naquele estado de queda! É a total falta de fé de que voltaremos a ser transformados à perfeição, pelo poder sobrenatural da salvação da parte de Deus. É, de fato, uma triste conformação com as coisas do mundo!  Observando, além da logosofia, outras inúmeras correntes de filosofia e de ciência distorcidas similares, as quais pretendem, todas igualmente, de modo inexorável, a destruição do conhecimento do verdadeiro Deus, eu passo a sentir na minha própria pele as palavras que Jesus, certa vez, pronunciou:  "Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem" Mt 7: 13- 14.
Se você se considera algo suficiente para se tornar o seu próprio deus, então faça um ótimo proveito da logosofia. Já, quanto a mim, tenho decidido, de consciência própria, me tornar dependente de um Deus maior do que a mim mesmo.  Assim como afirmou Josué, eu reafirmo, de modo absolutamente consciente: "Eu e a minha casa serviremos ao Senhor." Js. 24:15
Este é o assunto que desenvolverei um pouco mais, aqui, nesta mesma postagem, nos próximos dias. Até mais!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

LOGOSOFIA - Evolução consciente do ser humano.

A evolução consciente começa, segundo esta ciência, com o processo que conduz o homem ao conhecimento de si mesmo. Inicia-se no momento em que o ser, por própria vontade, decide retomar o fio de sua existência, deixando de viver uma vida apenas por viver. 

Diante do caos espiritual que assola grande parte do mundo, produto da efervescência de idéias extremistas que ameaçam a independência mental do indivíduo e sua liberdade, que é seu direito imanente, faz-se necessário buscar soluções reais e permanentes, começando pela substituição de certos conceitos totalmente inadequados para a vida.

A Logosofia guia o entendimento humano, levando-o a encontrar soluções dentro de si mesmo para, depois, contribuir com seus semelhantes, igualmente munidos de tão inestimáveis elementos de juízo, no grande esforço para resolver os complexos e tortuosos problemas que afligem a humanidade.

A evolução consciente implica mudar de estado, de modalidade e de caráter,
conquistando qualidades superiores que culminam com a anulação das velhas tendências e com o nascimento de uma nova genialidade.
O processo que a ela conduz é o caminho da superação humana pelo conhecimento, que amplia a vida, alarga os horizontes e fortalece o espírito, enchendo-o de felicidade.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Saiba conceituar sobre você mesmo.

Um dos maiores objetivos logosóficos consiste em modelar e aperfeiçoar o ser humano. Os ensinamentos que a esse respeito a Logosofia ministra, começam por assinalar as deficiências e os defeitos, comuns nos seres. Eles ensinam a forma de conhecê-los primeiro, combatê-los depois e, por último, eliminá-los. 

Não obstante, há deficiências tão enraizadas que, muitas vezes, parece como se o ser fechasse seus olhos para não vê-las, e assim ocorre por estar identificado com elas até o ponto de parecerem formar parte de sua própria vida. Tais deficiências e defeitos são os causadores da infelicidade humana; a esses e a nada mais devem ser atribuídos muitos dos males que o homem e a humanidade padecem. 

Em sua maioria, o ser humano forma um falso conceito de si mesmo, 
razão pela qual crê ser mais do que é

Esse é o primeiro e grave defeito, causador do muito que haverá de padecer no curso de seus dias. Outro defeito é o de crer ser mais do que o semelhante. Esta tendência em diminuir uns aos outros acaba por tornar todos pequenos. 

Frequentemente, o ser não somente acredita ser muito mais do que é, senão que faz também uma ostentação constante do que supõe ser. Vivendo com essa falsa crença, deixa de se preocupar em ser efetivamente aquilo que julga ser; e quando tenta aperfeiçoar-se, angustia-se, desilude-se e desmoraliza-se ao perceber, depois de muitos esforços, que não avança nem consegue um real melhoramento, uma superação e uma pronunciada mudança em seu ser. Esta é a consequência da falsa apreciação de si mesmo, pois ao acreditar ser mais do que é, busca superar esse ser que ainda não existe, porque ele não deixou de ser ainda aquilo que é. Quer dar um salto muito grande, e a Natureza ensina que nenhum processo se realiza aos saltos, e sim em medidas regulares e sucessivas de evolução. 

É muito conveniente ter isso sempre presente, principalmente para ser justo nos juízos e na conduta diária. 

Esta deficiência, que faz cometer tantos erros, tem sido comumente chamada de dupla personalidade: aquela que na verdade o ser é e a que ele imagina. Vejamos, a seguir, algumas das tantas situações que ela cria.

Quando os possuidores dessa deficiência tratam com um semelhante, o correto é que este se dirija às pessoas a quem vê, ouve e julga de acordo com o conteúdo moral, intelectual e espiritual que lhe oferecem. Mas acontece que tais seres se sentem lastimavelmente diminuídos,  ao verem que não são julgados de acordo com o que creem ser, mas sim conforme o que são. 

Acontece também o seguinte: quando o afetado por essa dupla personalidade sustenta uma conversa, ocorre nele um desequilíbrio que se pronuncia em sua posição mental, porque, ao escutar, o faz, por um lado, sob a sugestão daquele que ele mesmo acredita ser e, por outro, conduzido por aquele que realmente é. Quem assim escuta, obstrui os canais do raciocínio, encantado na admiração de seu próprio ser, prodigamente imaginado, produzindo-se, deste modo, entendimentos errôneos entre as pessoas.

Transforme sua vida, faça uma cirurgia espiritual.

Não podemos deixar de reconhecer o progresso da medicina no campo da cirurgia plástica, através da qual muitas vezes, após as correções físicas realizadas, ocorrem, paralelamente, "transformações interiores" radicais. Graças a essas evoluções, muitas são as criaturas que se valem das melhoras físicas assim proporcionadas. O que é uma pena, e por isso lamentamos, é que as pessoas não se preocupem com uma plástica espiritual.
Não com muito esforço, poderíamos abraçar a tarefa altamente gratificante de reconstruir nosso interior.
Ah, aí sim. O mundo seria muito e muito mais feliz. Pense nisso! Com certeza, amigo, você concordará comigo em tudo. Há pessoas hipocondríacas apesar do seu aspecto físico saudável, que num estado íntimo de felicidade, a comiseração do seu semelhante. Outras profundamente mórbidas, mimetizam-se transcendendo alegrias.
A diferença entre umas  e outras está na exata medida do bom senso de cada uma.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

É inevitável a saída da Dilma da Presidência



O que faz um governo que herdou um país tão cheio de esperanças e potencialidades desabar de forma tão estrepitosa? Uma soma inacreditável de erros aliados à soberba e à autossuficiência, além de uma total incapacidade de fazer julgamentos corretos e corrigir rumos.

Os acontecimentos das últimas semanas apenas expuseram a imensa fragilidade do Planalto frente aos problemas que atravessa. E, sobretudo, puseram o processo de impeachment como uma possibilidade real no cenário futuro. Hoje próximo dos 60% de chances.

No âmbito da confusão,  alguns parlamentares contabilizam 300 votos a favor do afastamento    da presidente Dilma. É um número exagerado, que pode flutuar ao sabor das conveniências, da (in)competência política do governo e de eventuais desdobramentos da operação Lava Jato. Mesmo assim é muito preocupante. Significa a confirmação das pedaladas por uma instituição envolvida no caso, quando o Palácio do Planalto assegura que elas jamais existiram. O afastamento da Dilma esta sendo praticamente inevitável. O retorno das atividades no Congresso e nos tribunais superiores marca o início do ano político no país. A primeira semana, interrompida pelo Carnaval, será de intensas negociações. O retorno para valer dos trabalhos ocorrerá depois do dia 15.
O governo Dilma Rousseff arde na fogueira armada por seus erros. Provavelmente, desde muito a República do Brasil não tem uma Presidência tão incompetente como a atual. Em todos os quesitos que devem instruir uma Presidência, o governo é reprovado, e suas intervenções só tendem a agravar a situação. Em suma: é ruim quando parado e trágico quando em movimento.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Mãe: encantamento, exemplo e tesouro

Riqueza, poder e prestígio não fazem a magia de um lar. A experiência mostra que a exclusiva dedicação aos bens materiais não dá à mulher a felicidade que ela encontra quando consegue ser a alma de uma casa, encantamento sem-par para os filhos, exemplo e tesouro para cada geração.
Assim descreve o pensador e humanista González Pecotche, criador da Logosofia, sobre os encantos da mulher, manifestados em seu coração de esposa e de mãe:
“Sabemos que, quando Deus criou o homem e o consagrou rei da Criação, notou que algo faltava para completar a obra; esse algo era, precisamente, a mulher, o encanto da mulher, que, com sua sensibilidade, simboliza o aspecto divino da existência do homem. Ela lhe foi apresentada como companheira e colaboradora da obra que ele devia erigir sobre a Terra: a família humana e o mundo.
Foi-lhe apresentada, também, para que visse refletidos nela todos os encantos da Natureza, e para que compreendesse que ela devia ser para ele o reflexo de sua própria alma, feminina também; vale dizer, para que sempre tivesse presente que essa imagem, posta diante dele, não tinha por finalidade satisfazer, simplesmente, as prementes exigências do instinto, senão para adquirir aquilo que, nela manifesto, está igualmente dentro de seu próprio ser. É, pois, a mulher a expressão manifesta do espírito do homem, como é o homem a expressão manifesta do espírito da mulher.
 
Nada possui mais encantos que a pureza de uma mulher,
manifestada em seu coração de esposa e de mãe;
pureza que fala a ela mesma da missão insubstituível de sua existência


E quem, senão os próprios filhos, haverá de recordar com gratidão essa graça quase sublime que uma mãe inteligente e culta derrama sobre suas almas? Que prêmio maior pode haver para seus sacrifícios que o de ver seu nome, símbolo de exemplo, ser bendito e venerado por todos? Mulheres assim são as que forjam o ideal das gerações.” 
O cultivo mental deve constituir para a mulher uma necessidade tão intensa quanto a que sente para embelezar sua pessoa. Mas isso não é tudo. Pode-se bem presumir que os benefícios que uma preparação dessa índole lhe oferece sejam incalculáveis. A posição espiritual da mulher que é sabedora de que conta com aptidões para enfrentar a vida é muito diferente da posição daquela que não as possui.

Trechos extraídos dos livros Intermédio Logosófico, p. 100, e Coletânea da Revista Logosofia, tomo 3, p. 3 www.logosofia.org.br                                                Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)