Deus jamais abandona nenhum de Seus filhos. E, por mais que se sinta desprezado por Ele, você nunca esteve sozinho em nenhum momento. O que te falta é aguçar mais a sua sensibilidade - e gratidão -, já que Deus está nos detalhes, nos sinais, e somos nós que muitas vezes O desprezamos por culpa das 'distrações' do cotidiano que nos impedem de ver e sentir o que é de fato necessário. Cada um é responsável pela fé que carrega dentro de si, e do apego aos seus pesadelos de estimação. Prolongar um lamento por algo que ocorreu no passado ou se entregar a um problema do presente é seguir um caminho difícil de contornar, a não ser que se entenda que o único condutor capacitado para ditar o rumo do seu destino é você. Permita-se seguir em frente, dê-se uma chance digna de um encontro verdadeiro com Deus e com a sua vida real. A vida tem prazo de validade indeterminado, mas não é eterna. Ela não espera parada por atitudes que deixamos de tomar, porque estávamos 'ocupados' demais condenando-a. Faça do seu Hoje, realmente, um novo e lindo dia! Sorria, invista em sua felicidade, em seu bem-estar, perdoe, ame e sinta todo amor e cuidado que recebe, assim que abre seus olhos, assim que Deus permitiu esse momento... Ele já está agindo, e a seu favor!
Mas só há um mundo. A felicidade e o absurdo são dois filhos da mesma terra. São inseparáveis. O erro seria dizer que a felicidade nasce forçosamente da descoberta absurda. Acontece também que o sentimento do absurdo nasça da felicidade. - Acho que tudo está bem-, diz Édipo e essa frase é sagrada. Ressoa no universo altivo e limitado do homem. Ensina que nem tudo está perdido, que nem tudo foi esgotado. Expulsa deste mundo um deus que nele entrara com a insatisfação e o gosto das dores Inúteis. Faz do destino uma questão do homem, que deve ser tratado entre homens. Toda a alegria silenciosa de Sísifo aqui reside. O seu destino pertence-lhe.
Vida a fora a gente sente a dor da ingratidão chegar de diferentes corações, mas nada dói tanto como sentir a ingratidão de um Filho ou Filha, como me sinto atualmente. É sentir que fracassamos; que todo o amor e dedicação foram em vão ou por pior que seja a realidade, não demos. Dói, é verdade, mas mesmo assim luto contra a frustração e jamais vou desistir. Enquanto me restarem vida e forças, terei esperança em que seu coração enxergará, que por pior que seja, fui fraco. Todos atravessamos diferentes fases na vida, todos erramos, uns mais outros menos, e eu quero que você saiba, minha filha, que quando quiser, estarei aqui. Você é minha filha, Ontem, Hoje e para Sempre, e é para o bem e para o mal, assim como meu amor por você é Incondicional!
Lud Mendes
Nenhum prejuízo resulta àquele que remexe nas profundezas de um velho baú, em busca de algo que possa lembrar a juventude.
terça-feira, 31 de julho de 2018
sexta-feira, 20 de julho de 2018
NOSSOS DIAS MELHORES, NUNCA VIRÃO?
Ando em crise, numa boa, nada de grave. Mas, ano em crise
com o tempo. Que estranho presente é este que vivemos hoje,
correndo sempre por nada, como se o tempo tivesse ficado mais rápido do que a
vida, como se nossos músculos, ossos e sangue estivessem correndo atrás de um
tempo mais rápido. As utopias liberais do século 20 diziam que
teríamos mais ócio, mais paz com a tecnologia. Acontece que a tecnologia não
está aí para distribuir sossego, mas para incrementar competição e
produtividade, não só das empresas, mas a produtividade dos humanos, dos
corpos. Tudo sugere velocidade, urgência, nossa vida está sempre aquém de
alguma tarefa. A tecnologia nos enfiou uma lógica produtiva de fábricas,
fábricas vivas, chips, pílulas para tudo. Funcionar é preciso; viver não é preciso. Por
que tudo tão rápido? Para chegar aonde?, para gozar sem parar? Mas gozar como?
Nossa vida é uma ejaculação precoce. Estamos todos gozando sem fruição, um gozo
sem prazer, quantitativo. Antes, tínhamos passado e futuro; agora, tudo é um enorme presente, na expressão de Norman Mailer. E este enorme
presente nos faz boiar num tempo parado, mas incessante, num futuro que não pára de não chegar. Antes, tínhamos os velhos filmes em
preto-e-branco, fora de foco, as fotos amareladas, que nos davam a sensação de
que o passado era precário e o futuro seria luminoso. Nada. Nunca estaremos no
futuro. E, sem o sentido da passagem dos dias, de começo e fim, ficamos também
sem presente. Estamos cada vez mais em trânsito, como carros, somos celulares,
somos circuitos sem pausa, e cada vez mais nossa identidade vai sendo
programada. O tempo é uma invenção da produção. Não há tempo para os bichos. Se
quisermos manhã, dia e noite, temos de ir morar no mato.
Há alguns anos, eu vi um documentário chamado
Tigrero, do cineasta finlandês Mika Kaurismaki e do Jim Jarmusch sobre um filme
que o Samuel Fuller ia fazer no Brasil, em 1951. Ele veio, na época, e filmou
uma aldeia de índios no interior do Mato Grosso. A produção não rolou e, em 92,
Samuel Fuller, já com 83 anos, voltou à aldeia e exibiu para os índios o
material colorido de 50 anos atrás. E também registrou, hoje, os índios vendo
seu passado na tela. Eles nunca tinham visto um filme e o resultado é das coisas
mais lindas e assustadoras que já vi. Eu vi os índios descobrindo o tempo. Eles se
viam crianças, viam seus mortos, ainda vivos e dançando. Seus rostos viam um
milagre. A partir desse momento, eles passaram a ter passado e futuro. Foram
incluídos num decorrer, num devir que não havia. Hoje, esses índios
estão em trânsito entre algo que foram e algo que nunca serão. O tempo foi uma
doença que passamos para eles, como a gripe. E pior: as imagens de 50 anos é
que pareciam mostrar o presente verdadeiro deles. Eram mais
naturais, mais selvagens, mais puros naquela época. Agora, de calção e
sandália, pareciam estar numa espécie de passado daquele presente.
Algo decaiu, piorou, algo involuiu neles.
Lembrando disso, outro dia, fui atrás de
velhos filmes de 8mm que rodava há 50 anos atrás também. Queria ver o passado, ver se
havia ali alguma chave que explicasse meu presente hoje, que denunciasse algo
que perdi, ou que o Brasil perdeu... Em meio às imagens trêmulas, riscadas,
fora de foco, vi a precariedade da família de classe média, tentando
exibir uma felicidade familiar que até existia, mas precária, constrangida; e
eu ali, já denotando a insegurança que até hoje me alarma. Minha crise de
identidade já estava traçada. E não eram imagens de um passado bom que decaiu,
como entre os índios. Era um presente atrasado, aquém de si mesmo. A
mesma impressão tive ao ver o filme famoso de Orson Welles, It's All True, em
que ele mostra o carnaval carioca de 1942 - únicas imagens em cores do País
nessa década. Pois bem, dava para ver, nos corpinhos dançantes do carnaval sem
som, uma medíocre animação carioca, com pobres baianinhas em tímidos meneios,
galãs fraquinhos imitando Clark Gable, uma falta de saúde no ar, uma
fragilidade indefesa e ignorante daquele povinho iludido pelos burocratas da
capital. Dava para ver ali que, como no filme da família de classe média, estavam aquém
do presente deles, que já faltava muito naquele passado.
Vendo filmes americanos dos anos 40, não sentimos falta de nada. Com suas geladeiras brancas e telefones pretos, tudo já funcionava como hoje. O hoje deles é apenas uma decorrência contínua daqueles anos. Mudaram as formas, o corte das roupas, mas eles, no passado, estavam à altura de sua época. A Depressão econômica tinha passado, como um grande trauma, e não aparecia como o nosso subdesenvolvimento endêmico. Para os americanos, o passado estava de acordo com sua época. Em 42, éramos carentes de alguma coisa que não percebíamos. Olhando nosso passado é que vemos como somos atrasados no presente. Nos filmes brasileiros antigos, parece que todos morreram sem conhecer seus melhores dias. E nós, hoje, nesta infernal transição entre o atraso e uma modernização que não chega nunca? Quando o Brasil vai crescer? Quando cairão afinal os juros da vida? Chego a ter inveja das multidões pobres do Islã: aboliram o tempo e vivem na eternidade de seu atraso. Aqui, sem futuro, vivemos nessa ansiedade individualista medíocre, nesse narcisismo brega que nos assola na moda, no amor, no sexo, nessa fome de aparecer para existir. Nosso atraso cria a utopia de que, um dia, chegaremos a algo definitivo. Mas, ser subdesenvolvido não é não ter futuro; é nunca estar no presente.
Vendo filmes americanos dos anos 40, não sentimos falta de nada. Com suas geladeiras brancas e telefones pretos, tudo já funcionava como hoje. O hoje deles é apenas uma decorrência contínua daqueles anos. Mudaram as formas, o corte das roupas, mas eles, no passado, estavam à altura de sua época. A Depressão econômica tinha passado, como um grande trauma, e não aparecia como o nosso subdesenvolvimento endêmico. Para os americanos, o passado estava de acordo com sua época. Em 42, éramos carentes de alguma coisa que não percebíamos. Olhando nosso passado é que vemos como somos atrasados no presente. Nos filmes brasileiros antigos, parece que todos morreram sem conhecer seus melhores dias. E nós, hoje, nesta infernal transição entre o atraso e uma modernização que não chega nunca? Quando o Brasil vai crescer? Quando cairão afinal os juros da vida? Chego a ter inveja das multidões pobres do Islã: aboliram o tempo e vivem na eternidade de seu atraso. Aqui, sem futuro, vivemos nessa ansiedade individualista medíocre, nesse narcisismo brega que nos assola na moda, no amor, no sexo, nessa fome de aparecer para existir. Nosso atraso cria a utopia de que, um dia, chegaremos a algo definitivo. Mas, ser subdesenvolvido não é não ter futuro; é nunca estar no presente.
Lud
Mendes
sábado, 30 de junho de 2018
HONESTIDADE, PRODUTO EM EXTINÇÃO.
Anseio falar de honestidade. Como é complicado ser incorruptível em nosso país. É muito complexo agregar valores em nossos jovens e mostrar a eles que devemos ser honrados e não nos deixarmos nos corromper sem parecermos tolos. Infelizmente é assim que se tem passado a imagem daquele que procura fazer tudo corretamente. É como se andássemos na contramão de uma via e todos começassem a percorrer também no mesmo sentido e quando surgisse alguém caminhando no sentido correto seria mal visto, como se ele estivesse errado. Não quero ficar fazendo conjecturas como quem está preso a um ideal e longe de alcança-lo, cansei disso. Mas enfim, está arraigado em mim esta indignação. Cada um tem seu jeito de pensar e de agir, aprendi a respeitar as diferenças, com muito custo, pois nós seres humanos, muitas vezes queremos as coisas somente do nosso jeito e basta surgir uma ideia ou algo díspar e não acolhemos muito bem. Só que vamos combinar que desonestidade não dá. Essa eu não engulo.
Essa roubalheira toda que acontece em nosso país, como atualmente estamos presenciando onde muitos fazendo fortunas com dinheiro público. Criando leis de benefícios próprios, aumentando salários, criando aposentadorias, bonificações e privilégios que só visam o próprio bem estar. Concursos públicos fraudados para beneficiar parentes. É de uma tristeza profunda esse contexto. Imagine quantas pessoas em seus sonhos honestos estudam dia e noite para ocupar uma vaga de concursado, pagam-se cursos, preparam-se arduamente e depois perdem a vaga para alguém que foi lá e trapaceou com ajuda de alguns que deveríamos confiar, pois confiamos nossa cidade e nosso estado a essa gente que nos pagam com essa ingratidão, essa trapassa. Temos que começar a pensar em incutir valores em nossos jovens para que possa futuramente haver uma diferença. Sinta como deve ser complicado para um adolescente saber qual caminho adotar se ele presencia no seu dia a dia tantos malandros por cima da carne seca, popularmente falando.
Somente conseguirá ter valores corretos aqueles que dentro de seus lares têm pais e familiares que conservam a retidão como principio, felizmente ainda existem muitos cidadãos de bens e esses valores devem ser praticados no cotidiano e nos pequenos episódios. Devolver um troco que nos foi dado a mais, ajudar pessoas necessitadas, praticar atos de cidadania, respeitar os animais, respeitar o trânsito e vagas destinadas a idosos e deficientes, etc. Respeito, onde tudo começa. Temos que nos policiar nos pequenos atos, pois desses que se fazem os grandes. Se você não consegue, vendo que alguém deixou cair um dinheiro, se apossar dele, significa que você também não vai se apossar de bens que não lhe pertençam e quando seus filhos perceberem isso sentirão orgulho de terem pais honestos. Você pode até pensar que não. Mas com certeza em algum momento da vida deles isso fará a diferença. Incutir valores, pensem nisso! Lud Mendes
sexta-feira, 25 de maio de 2018
TENHA FÉ, TENHA ESPERANÇA.
As vezes por mais que se pense: “tudo de ruim já passou”, volta e meia entorna , e novamente esta por acontecer algo desagradável,pois assim é a vida cheia de altos e baixos. Que por incrível que possa parecer, é tudo exatamente da forma em que tem que ser, pois DEUS faz certo tudo o que pensa e nos dar como provação, ele sabe da nossa força, da nossa garra , da nossa persistências pois ele nos tem confiança, senão, não teria nos dado tamanha chance de mostra que somos merecedores de tal apresso.

E que mesmo sendo difícil nossa conquista nós podemos mostrar que ainda sim, podemos lutar, e tão igualmente que conseguir realizar todos os nossos desejos, e que hoje você possa olhar para dentro de si mesmo, e mergulhar no teu passado e desfazer toda tuas intrigas, percorrer todo o labirinto que é o teu passado, pois você pode, você deve se é que deseja conquistar o impossível. Pois somente quando nos aceitamos, e nos entendemos, e nos entregamos aos sonhos é que podemos ser mais capazes. Por isso o aceite, entenda-o e siga junto de ti mesmo agora reencontrado, pois DEUS, o protegerá, e o guiará onde você desejar ir.
Acredito que não basta somente ter fé, é preciso bem mais do que isso para vencer , é preciso ter a verdade, sabedoria e ter a humildade de reconhecer que és um pecador, e corrigir teus pecados, pois é dessa forma que se conquista o tão sonhado sonho. Eu, antes não sabia como era essas coisas, não tinha noção do quanto era preciso saber para acreditar que tudo é possível, que tudo é feito para o nosso proveito basta só que sabemos como driblar o adversário.a prova viva de que tudo que escrevo é verdadeiro, sou eu mesmo, pois eu me basto como prova do que sou capaz. Pois eu venci. E estou aqui escrevendo mais essas palavras para dizer: tentar é sim sinônimo de conseguir quando se tenta com o coração. Tente.
Lud Mendes
domingo, 29 de abril de 2018
Brasil, exemplo de POLÍTICA suja.
Um desabafo de ordem própria.É fato que o Brasil está a cerca de um ano imergido numa crise financeira, econômica e política, que está ganhando patamares repercussivos inéditos na história do nosso país.
Crise que dividiu a população canarinho em dois lados bem antagônicos: De um, aqueles que em sua grande parte, atribuem à culpa de todas as intempéries a gestão atual (PT), e de outro aqueles que acreditam que o país está passando por uma tentativa de golpe, para que partidos menos expressivos e derrotados nas últimas eleições, consigam através de manobras políticas ilícitas, posições privilegiadas no comando do nosso país.
O que mais está me assustando em meio a tudo isso é a acentuação da raiva, da agressividade, da intolerância as diferentes formas de pensar, da imparcialidade, e principalmente da apologia à xenofobia, ao racismo, ao machismo, e a falta de conhecimento por grande parte da população, que acusa ou defende um dos lados, sem nenhum subsídio político dentro da sua grade de conhecimento científico. Pessoas que gritam por uma condenação e saem as ruas, sem ao menos saber o significado da acusação, pessoas que agridem ao próximo em defesa de uma causa que desconhecem.
Afinal de contas, de todos que arriscaram a ir para as ruas para derrubar o governo atual, quantas sabem o que são pedaladas fiscais? Quantas sabem como funciona o sistema tripartite de poder? Quantas sabem o que é, e para que serve uma constituição? Quantas sabem o que realmente foi o Período Militar ? Quantas sabem o significado de democracia?
Pois esses são os requisitos mínimos e imprescindíveis para a formação de qualquer opinião sobre o estado da nossa política atual.
É incrível como é fácil encontrar pessoas que até ficam ofegantes ao ouvirem ou lerem a sigla ”PT”, ou até mesmo de qualquer outro partido político, mas ao mesmo tempo não conseguem utilizar de aparatos racionais e legais para justificarem a existência de tanta aversão.
Vejamos o caso da maioria dos paulistas. A grande maioria justifica a sua tese enraivecedora na corrupção que assola o país, que através de seus olhos, tem sido de responsabilidade da má gestão de todos os membros do partido PT, mas são coniventes há vinte anos ao verem os três pilares de sustentação de uma nação (Saúde, Educação e Segurança) cada vez mais sucateados no estado de São Paulo por desvios de verbas, investimentos insuficientes, e tudo isso administrado por um partido hegemônico (PSDB). E eu não me lembro até hoje de ter ocorrido nenhuma manifestação para a derrubada deste partido ou de algum membro ligado a ele!
Roubar a nível federal não pode, mas se for a nível estadual e municipal tudo bem?
Mas essas pessoas não são contra a corrupção? Ora ora marionetes deste meu Brasil, a hipocrisia reina quando a ignorância torna-se o carro chefe de uma população preguiçosa, que prefere assistir novela a ter que aprofundar o seu conhecimento em algo que fará a real diferença em suas vidas. Gritam não a corrupção, gritam pela queda do chefe do executivo do seu país, sem saberem ou se importarem quais são os verdadeiros caminhos que estão sendo tomados para que isso aconteça, assim como o quão corruptos são seus sucessores! Mais uma vez questiono, mas vocês não são contra a corrupção?
Alguém gritou pega ladrão !!! e o povo saiu correndo na primeira direção em que viram um dedo apontado, não percebendo os ladrões que ali gritaram.
Lud Mendes
quarta-feira, 28 de março de 2018
DEUS SALVE A NOSSA DEMOCRACIA
Apôs ler e ver vários artigos sobre essas eleições e principalmente sobre como está sendo todo esse processo desta eleição. A cada dia dá mais repulsa, e por que não dizer, nojo mesmo. Vivemos mais uma eleição cheia de coisas ruins e por que não dizer sem qualquer dúvida que isso na verdade não é fazer política. Hoje vejo que na maioria das vezes os pretensos candidatos (muitos sem qualquer condição de representar os eleitores) são muito ruins, sem qualquer qualidade ou por que não dizer, sem conhecimento do que realmente é o trabalho que está pleiteando. Vejo uma disputa de poder, uma verdadeira corrida por ser o melhor, o mais querido, o mais honesto, mas no fundo, para muitos não passa de uma ótima oportunidade de se dar bem. Vejo muito despreparo, muita arrogância, muita falta de verdade naquilo que dizem e principalmente, prometem coisas que nem sequer tem condições de realizar em seu mandato. Por que na verdade, para essas pessoas, o que importa é ser eleito, é o status do cargo.
Os que estão dentro não querem sair, os que estão de fora, querem entrar de qualquer maneira. Alguns desses candidatos querem passar uma imagem de um político preocupado com os problemas que afligem as pessoas. Mas, em alguns casos, fingem que o cargo a que aspiram é para benefício da comunidade, da coletividade, mas deixam transparecer que é para seu benefício próprio. Nesta época de eleição vale-se de tudo para conseguir seu intento, são tantas falcatruas, mesquinharias, mentira, promessas, falta de caráter e de respeito às pessoas. Há diversas maneiras absurdas de se conseguir ser eleito. E não poupam ninguém. Quanta mentira e hipocrisia, quanta falta de caráter e honestidade, e depois de terem conseguido seu intento, simplesmente esquecem tudo que foi feito para chegar lá. Acabam as promessas, acabam as ajudas, acaba a preocupação com o próximo. (isso só será importante na próxima eleição). Quando vamos tomar vergonha na cara e acabar com essa maneira de fazer política, com essa sujeira, com tanta demagogia, e falsos valores?
Quem não sabe escolher o bom candidato, quem não se importa com quem vai estar nesses cargos, quem só procura levar vantagem com esses candidatos, quem se deixa corromper com essa maneira de fazer política. Quem vende seu voto por qualquer coisa, não merece cobrar nada. Não deve ter o direito de querer alguma coisa, quando aceitou uma situação dessas se igualou a quem o corrompeu.
Por isso, penso eu que é por esses motivos que todos nós já estamos cheios dessa situação, com essa falta de honestidade, falta de respeito, falta de caráter, falta da verdade. Situação esta, que faz a gente ficar cada vez mais descrente e insatisfeito com tudo o que vemos a respeito de política. Para mim, isso não é política, Isto é politicagem. Política é necessária em todas as situações de nossa vida. É uma coisa boa, desde que seja feita com respeito ao próximo e com verdadeiros objetivos.
Vamos pedir ao maior político que existiu neste mundo “JESUS CRISTO”, por que, JESUS usou de política para atingir as pessoas, mas foi a política da verdade, das palavras claras e objetivas, das palavras de amor e interesse do bem comum de todos, nada quis para Ele, que abra a cabeça de todos os eleitores, para que tenham a capacidade e vontade de colocar um basta nesta situação. Mas também lembrando que mesmo pedindo a Deus, temos de fazer nossa parte para que esta situação seja consertada. E também lembrando a esses candidatos, que mais cedo ou mais tarde a prestação de conta será com alguém que não vai conseguir corromper, e nem subordinar.
Lud Mendes
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
Corrupção no BRASIL
Estamos novamente em meio a um turbilhão de escândalos públicos, o que tem sido uma situação constante desde a época em que éramos uma simples colônia. Como diz o adágio popular vivemos na “casa da mãe Joana”.
No entanto, a questão da corrupção no Brasil é muito mais profunda. Acredito que apenas uma pequena parte dos casos seja descoberta e venha a público. Imagino que grande parcela fique escondida nas entranhas públicas. Temos a corrupção política, a corrupção de servidores e de cidadãos desonestos. A corrupção sempre tem dois lados, um corrompendo e outro sendo corrompido.
É nítido que a máquina pública está comprometida. Desde criança escutamos falar sobre a tal da corrupção, agora vemos, todo dia, ao vivo e a cores na TV.
Na esfera política houve e há muito apadrinhamento para se obter a dita governabilidade. Não importa os interesses da sociedade, desde que os interesses pessoais e partidários sejam atendidos, com isso vem a briga pela distribuição de cargos públicos, comissionamentos e outras benesses. Isto ocorre em todos os níveis de governo (municipal, estadual e federal), afinal é preciso acomodar todos os camaradas.
O exemplo mais recente da corrupção política em nosso país é o escândalo do mensalão, que teve início em 2005 (0nze anos atrás!) e somente agora está tendo um desfecho.
No âmbito administrativo temos um carnaval de queixas, denúncia e escândalos. Somente para citar alguns exemplos: a indústria de multas de trânsito em diversas cidades, desvio de verbas através de falsas ONGs, fiscais corruptos, licitações fraudulentas, entre tantas outras situações que podem preencher um livro.
Se pararmos para pensar, no final das contas, mesmo que inconscientemente, somos nós que financiamos toda essa corrupção. Os corruptos visam o dinheiro público, que em última análise é o seu dinheiro e o meu dinheiro, que disponibilizamos para a manutenção da sociedade.
Na medida em que os recursos destinados a financiar hospitais, escolas, saneamento básico e outras necessidades primárias são desviados, debaixo de nossos narizes, e não tomamos qualquer atitude, também temos nossa parcela de culpa, por uma simples questão de omissão.
Todo mês a arrecadação tributária bate recordes, o governo encosta os contribuintes na parede e suga a maior parcela dos seus recursos e tudo isso para quê? Para vermos que o nosso dinheiro está sendo desviado, utilizado para manter um gigantesco cabide de empregos, manter o inchaço da máquina pública ou aplicado em obras fúteis, enfim, uma grande parcela escoando pelo ralo.
A cada dois reais desviados ou desperdiçados é um litro de leite que está sendo tirado das crianças esfomeadas deste país!
Ao longo dos anos fomos vencidos pelo cansaço, nos tornamos um povo apático a tudo isto. Somos pacíficos, mas não precisamos ser omissos. Em outros países por questões muito menores o povo sai às ruas protestando e cobrando os seus direitos. Temos que limpar a administração dos maus políticos e servidores públicos que mancham nossa imagem, afinal carregamos a pecha de sermos uma sociedade corrupta.
Falta-nos esse poder de mobilização e indignação, afinal quem manda neste país é o povo brasileiro, sua vontade é soberana e cabe aos ocupantes dos cargos públicos nos representar e, sobretudo, nos respeitar.
A situação pode, sim, ser mudada. Desde que você e eu nos manifestemos abertamente, pois nossa manifestação, quando multiplicada, gerará a necessária mudança da opinião pública sobre o assunto. Sinta-se à vontade para utilizar ou compartilhar este artigo com seus amigos e colegas, e peça-os para manifestarem também em blogs, twitters e outros meios, enviando cópia para deputados, senadores e outras autoridades. Lud Mendes
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